segunda-feira, 16 de abril de 2012




Taylor Collins
— Capítulo quatro —


A volta às aulas
A semana que precedia a volta às aulas chegara ao fim, deixando as férias de verão com um gostinho de quero mais. Taylor acordou cedo e voltando ao antigo costume, vestiu o tradicional uniforme escolar: camisa branca, saia curta, meias coloridas, colete violeta por baixo de um bem cortado blazer negro, onde o imponente brasão de Acácia Artt se destacava. Então maquiou-se, e após escovar os cabelos dourados, vestira a delicada tiara de brilhantes que se mantinha há anos sua marca registrada.
   Taylor estava bem humorada e otimista. Há alguns anos, se tornara a aluna mais popular de todo o colégio, e em seu terceiro e último ano, nada poderia dar errado.
   Seguindo a tradição, às seis e meia da manhã juntou-se a Monise que a aguardava no andar abaixo, sentada a uma grande mesa de café da manhã, repleta de frutas e alimentos light.    Monise vestia um uniforme idêntico ao seu, em seus cabelos uma tiara de brilhantes um pouco mais discreta.
    — Bom dia! — saudou Taylor, entrando para a sala e sentando-se à frente da amiga. — Estou ansiosa para começar o meu último ano de reinado, você não?!
   Monise não respondeu. Ao invés disso, descansou a colher com que mexera o chá, soltando um suspiro apreensivo.
    — Oh deus! — começou Taylor que conhecia bem aquela cara. — Não me diga que está preocupada com o filho dos Beomont de novo?! Eu juro que não aguento mais falar desse assunto...
    — Taylor, como você pode estar otimista tendo um serial killer a solta? — despejou a amiga, parecendo um pouco mais pálida do que costuma ser.
    — Simples, Monise, ele era só uma criança perturbada, que estava na hora errada, no lugar errado. Nada contra ele foi provado o.k?!
    — Eu sei o que eu vi! — Rebateu uma Monise rabugenta.
   Taylor não se intimou. Apanhou o bule de chá e com um sorriso falso retrucou:
    — Então, já esta na hora de contar o que viu, ou tudo continuara na mesma!
   A amiga se calou no mesmo instante, e Taylor sorriu convencida. Sabia que Monise simplesmente se recusava a falar do dia em que aparentemente, vira Chris assassinar outras cinco crianças. Então, o café da manhã prosseguiu em um desconfortável silêncio. Até que a cara azeda da amiga se tornasse insuportável.
    — O.k, me desculpe! — pediu Taylor com sinceridade. — Não deveria ter tocado nesse assunto, eu sei! Mas é que se você realmente viu...
    — Eu te desculpo, Taylor! — atalhou Monise rapidamente, evitando que amiga pudesse concluir o que falava. — Só, por favor, não entre mais nesse assunto.
   A socialite assentiu com um desconforto na boca do estômago. Monise era sua melhor amiga, e ainda que surtasse sempre que alguém tocava no nome Chris Beomont, sabia que deveria continuar ao seu lado, e lhe dar apoio. Como ela sempre lhe dava.
   Às sete da manhã, a imponente Mercedes-Benz cruzou a entrada de Acácia Artt, e as duas amigas saltaram para o estacionamento da escola. Agora que estava ali, Monise parecia mais confiante, e já fazia mais de vinte minutos que o nome do garoto não era citado.
   Por anos Acácia Artt se tornara o exemplo de disciplina e educação, formando alunos, do ensino infantil, fundamental, médio e técnico, que futuramente se tornavam grandes profissionais renomados. Artistas plásticos, empresários, jornalistas, e uma infinidade de médicos e advogados. Mas isso já havia acabado. Atualmente, a maior parte de seus alunos, eram fúteis e mimados. O colégio passou a ser conhecido pelas inúmeras socialites que ali estudaram, modelos, atores, atletas, e todo tipo de celebridades.
   As duas amigas mal deram cinco passos pelo estacionamento, e já cruzaram com Pâmela que caminhava rápido, enquanto conversava com um garotinho de oito anos de idade, que exibia os mesmos cabelos platinados que os dela. Seu nome era: Cleto, filho caçula do casal Estivem. A única pessoa do mundo com quem a jovem parecia que se importava.



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    — Se aquele idiota da quarta série invocar com você novamente... avise imediatamente, que eu mesma quebro o braço dele, o.k?! — dizia Pâmela, parecendo uma mãe superprotetora.
   Cleto fez que sim com a cabeça.
    — Francamente! — Bufou irritada — onde essas crianças pensam que estão? Em uma escola pública? Não sabem que violência, só gera violência?
   O garotinho deu de ombros, e dando um beijo na bochecha da irmã, subiu correndo uma grande escadaria de pedras que dava acesso ao campus.
   Pâmela sorriu, e com isso se voltou para as amigas que vinham logo atrás.
    — Olha se não são as cachorras mais legais da cidade! — ridicularizou e adiantou-se para cumprimentá-las.
    — Eu já disse para não nos chamarmos assim! — advertiu Taylor corando de leve. E olhando para os lados, para ver se mais alguém escutara.
   Pâmela não deu a mínima, saudou-as com beijinhos no rosto e indicou a escadaria à frente, com a cabeça. A luz do sol, seus cabelos platinados se tornavam quase brancos. Ela usava uma tiara de brilhantes, essa, mais espalhafatosa do que a de Monise, mas ainda assim, mais discreta que a de Taylor.
   Taylor encabeçou o trio escada acima. Seus sapatos salto agulha eram desconfortáveis. Mas ainda assim elegantes. Pâmela ao seu lado direito, Monise ao esquerdo.
    — Ansiosas?! — perguntou Pâmela nostálgica. — E pensar que esse é o nosso último ano em Acácia!
   E então um sorriso sonhador irrompeu por seus lábios, como se recordasse das lembranças mais doces que tivera na vida.
    — Esse lugar já foi palco de tantas maldades, calouros humilhados, professores arruinados, casais desfeitos... É, eu realmente vou sentir falta de tudo isso, a se vou! Continuou Pâmela.
Monise que consultava o facebook pelo celular arregalou os olhos desconcertada.
    — É Pâmela, você realmente deixou sua marca... Eu tenho certeza que nunca na historia de Acácia, existiu aluna mais odiada.
    — Ah cala essa boca Monise! — retrucou eufórica. — Só diz isso porque é minha amiga!
    — Ela só diz isso porque é verdade! — irrompeu Taylor com sinceridade.
   Não havia um só aluno que tivesse escapado das armações da amiga, nem ela própria havia. E a essa altura já se perguntava se até mesmos os pais de Pâmela não a odiavam. Taylor já se preparava para falar novamente quando emudeceu, e as palavras simplesmente morreram em sua garganta.
   Pouco à frente, descendo as escadas do prédio principal, um garoto de ar arrogante caminhava de uma forma segura; ainda que olhos mirassem o chão. Todos o rodeavam, inclusive um amontoado de estudantes, parecia se esquivar: como se esse fosse transmissor de alguma doença contagiosa. Taylor o encarou com grande curiosidade. O novo aluno era alto, seus cabelos estavam bagunçados, destacando ainda mais seu rosto firme e expressivo. Ele vestia o uniforme masculino, de forma displicente. A gravata branca e violeta, frouxa, dando a impressão de não se importar com nada ou ninguém.
   Pela primeira vez na vida, Taylor percebeu que poderia olhá-lo, para sempre, sem nunca sentir-se enjoada. Os olhos do garoto, que antes miravam o chão, mudaram de direção, encontrando-os com os dela. E a jovem pôde vislumbrar seus grandes e profundos olhos castanhos, e a barba rala que o deixava com aparência de ser mais velho que os demais alunos.
   Seu estômago congelou, e por segundos se sentira tão atordoada, que não soube como agir ou o que fazer. Lutava contra a súbita vontade de sorrir, jogar seu charme, para cima daquele novo e irresistível aluno.
    — Que gato! ­­— irrompeu a voz de Pâmela, trazendo Taylor à realidade. — Eu não acredito... Ele não é o...?
    — Chris Beomont! — afirmou Monise parando de chofre, seu rosto se tornara pálido, e sua boca seca. — Acho que vou vomitar.
   Monise tapou a boca com a mão, e partiu apressada com a cabeça baixa desaparecendo de vista.
   Taylor desviou o olhar do garoto ainda que preferisse continuar olhando-o.
    — Quem ela disse que era? — perguntou em êxtase.



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    — O tal do Beomont! — respondeu Pâmela. — Vamos atrás da Monise antes que ela se mate?!
   As duas garotas irromperam pelo campus apressadas, seguindo o rastro da amiga, que já desaparecia ao longe.
   A imagem de um assassino frio e desalmado fora dissipada, pela verdadeira forma de Chris. E Taylor já não podia entender mais nada. Como alguém como ele poderia matar?
   — Não mesmo, não pode ser — contestou apressada se voltando para trás, e vislumbrando-o pela última vez. Chris havia parado no mesmo degrau, deslizava a mão entre os cabelos negros, e sorria abertamente. Os olhos fixos em Taylor, e por um segundo, fora como se ela esperasse por esse momento a vida inteira.
   Pâmela puxou-a pelo braço.
    — Será que preciso lembrá-la que você namora?! Resmungou em tom afetado.
   Taylor não deu à mínima. Parecia caminhar pelas nuvens, e àquela altura, até seus sapatos apertados já não parecia existir.
   Monise havia corrido o mais longe que pôde, chegando até um jardim afastado, onde uma velha fonte jogava suas águas para cima. Duas outras amigas haviam se reunido a ela. Eram elas: Cintia e Mia. As duas alunas usavam idênticas tiaras cravejadas de diamantes.
    — Relaxa Monise! — dizia Cintia. — Acácia Artt é grande o suficiente, para você não correr o risco de encontrá-lo. — tentou convencê-la sem grande resultado.
   Pâmela que se aproximava, riu, e murmurou para que apenas Taylor a pudesse ouvir.
    — Sabe?! Eu realmente não me importaria de encontrá-lo!
Monise gritava.
    — Como o diretor dessa porcaria de colégio pode deixar um assassino estudar aqui? Indagou prestes a surtar.
   Taylor acenou para as duas novas amigas, olhando para os lados a procura do garoto. Sem dar a mínima atenção para Monise que continuou a reclamar.
   O campus de Acácia Artt era simplesmente gigante, haviam escadarias que levavam do estacionamento até os prédios da escola, divididos por A e B. O prédio B era o mais novo, construído há dois anos, nele os alunos assistiam as principais matérias.
   Do outro lado e o mais distante, ficava o prédio A, que seguia uma antiga arquitetura europeia. Ele era antigo e deserto, só eram vistas matérias secundárias, e o precário jornal de Acácia.   Além disso o campus contava com: duas quadras poliesportiva, três quadras de tênis, uma quadra de basquete, um teatro, duas quadras de futebol, pista de atletismo, uma capela, uma grande e imponente biblioteca, e por último, o ginásio de esporte, que mais parecia um estádio. Cada prédio ou quadra, ligado por um único túnel subterrâneo; muito usado nos dias de chuva.
Monise continuou seu protesto.
    — Não acredito! — repetiu pela décima vez seguida. — Isso não está certo! Não está!
As jovens mais bonitas e badaladas da cidade não pareciam interessadas, e muito menos preocupadas com a volta de aluno: que por algum tempo, aterrorizou o campus da escola.
    — Fica tranquila. — pediu Cintia Sacachi.
   Não suportando mais ouvir a voz da garota.
   — Tranquila?! Como posso ficar tranquila, com um sociopata rondando a minha escola.
   — Você consegue, acredito em você. — interpelou Pâmela, atirando uma maquina fotográfica em suas mãos. — Agora seja uma garota eficiente, e registre esse momento, Ok?!
   Monise olhou com desagrado para as outras quatro que se juntaram rapidamente para foto.
    — Que legal! — resmungou com sarcasmo. — Só eu não sairei na foto... Perfeito!
   As quatro patricinhas se entreolharam debochadas, porem, foi Pâmela quem falou primeiro
    — Pense nisso, como... uma lembrança. — afirmou com ar de deboche. — Sabe, caso o Chris nos mate...
   O grupo caiu na risada, inclusive Taylor, que encenou rapidamente uma crise de tose.
    — Podem rir se quiserem! — advertiu Monise irritada. — Mas fiquem sabendo que o pai dele morreu na mesma semana em que ele foi liberado do hospital psiquiátrico. Coincidência?! Eu acho que não...



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   A fotografia foi tirada, ainda que de má vontade. As quatro amigas juntas pareciam ainda mais bonitas do que separadas. Sorrisos perfeitos, peles impecáveis. E ainda que vestissem uniformes idênticos, conseguiam expressar sua individualidade, em simples gestos, acessórios, e nas meias de diferentes cores.
    — Monise, tente não pirar, certo?! — começou Mia, revirando a bolsa de grife, a procura do horário das aulas. — Eu tenho mesmo que fazer uma entrevista com o Chris para o jornal da escola. Vou pedir para ele ficar longe de você, prometo!
   Monise assentiu sem dizer mais nada.
   O resto do dia transcorreu de uma forma rápida e agradável. Taylor demorou horas para se concentrar em qualquer coisa, que não fosse a lembrança de Chris descendo as escadas. E por mais que buscasse em sua memória, não conseguia lembrar-se de como o garoto era, antes de ser internado, em um hospital psiquiátrico...
   A tarde começou a cair, e o sol já derramava seus raios dourados pelo campus de Acácia Artt, quando as aulas chegaram ao fim.
   Taylor arrumou tudo, e quando estava prestes a deixar o prédio A, lembrou-se da desagradável dependência, que precisava terminar em seu último ano. Suas amigas já deixavam a sala, quando Pâmela perguntou.
    — Você vem? Estou mesmo precisando de ideia para a festinha de volta às aulas.
   Taylor não respondeu imediatamente. Ter aula extra com a professora de matemática, considerada por todos os alunos, a mulher mais desprezível e mal amada da face da terra. Parecia ter lhe lançado um balde de água fria.
    — Na verdade, não. — suspirou ausente, desejando por segundos ser outra pessoa. — Tenho aula extra com a Alma...!
   Os murmúrios de pavor foram imediatos.
    — Ih, você esta frita! — suspirou Cintia.
    — Aula extra com a desalmada?! Interpelou Mia contraindo o rosto, como se vaga lembrança da professora fosse algo mal cheiroso.
   Pâmela se voltando para uma Monise ainda atordoada.
    — E você que achava não existir nada pior do que estar com o Chris. — zombou claramente divertindo-se com a situação. — Francamente, a desalmada vai acabar com a Taylor.
   Taylor apanhou a bolsa com a cara azeda e se adiantando para a porta da sala disse.
    — Obrigada pelo otimismo, vocês são mesmo grandes amigas.
   E com isso deixou o prédio, seguindo para o longo túnel subterrâneo, que ligava todo o campus. Estar caminhando por ele, rumo à aula que mais sentia dificuldade em aprender, era a mesma sensação de caminhar pelo corredor da morte. Pelo menos, foi o que Taylor imaginou. Se ao menos tivesse a sorte de encontrar Chris pelo caminho. Ele poderia lhe servir como colírio aos olhos.
   O túnel estava repleto de alunos, que deslizavam por ele, animados com fim das aulas. O lugar era mal iluminado, e por toda parte, era possível avistar obras de arte, feitas pela própria fundadora do colégio, há mais de cem anos.
   Taylor atravessou o corredor até alcançar uma porta de metal estreita que dava acesso ao prédio B.
    — Está atrasada — informou a professora minutos depois, estando na porta da sala.
   Uma mulher mal encarada, de estatura baixa, e óculos fundo de garrafa.
   A jovem parou de chofre, retirando o novo celular da bolsa, a fim de consultar o horário.
    — Faltam três minutos. — protelou.
    — Não em meu relógio! — rebateu a professora, apontando para um relógio antigo, preso acima do quadro negro.
   Seu tom de voz era áspero.
    — O quê?! Seu relógio está adiantado dez minutos! A minha última aula mal acabou e eu vim direto para sua sala.
    — Meu relógio, está perfeitamente bem, Taylor. O seu que está atrasado. — implicou Alma.
Enquanto seus olhos corriam pelo salto agulha que a garota usava.
    — Experimente calcados mais apropriados para uma escola. Tenho certeza que isso ajudará você a chegar na hora certa. — concluiu Alma.
   A garota ainda tentou protestar, mas fora interrompida pela professora.



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    — Basta! Agora entre, e não me faça perder mais tempo!
   As palavras entalarem em sua garganta. Não adiantava discutir com a desalmada. Ela sempre vencia, e não havia nada que pudesse fazer. Nem os esforços de Pâmela há anos a fio, para demiti-la haviam dado certo... O jeito era respirar fundo, e se esforçar para não ser engolida viva pela megera.
    — Precisa de um mapa para encontrar sua mesa? — resmungou a professora com desaforo. E Taylor deixou a porta, apressada, sentando-se na primeira mesa, ao lado da janela.
Haviam mais duas alunas na sala. Ambas de origem japonesa, onde os cabelos lisos caíam sobre o ombro.
   Alma deslizou até o quadro negro.
    — Três mulheres em minhas aulas extras! — disse ela, arregalando os olhos, que pareciam pertencer a uma coruja. — Deveriam se envergonhar disso, como deveriam!
   Nenhuma das três respondera. Alma então se voltou para o quadro, e sem maiores cerimônias começou a rever a matéria do segundo ano.
    — Pensei que vocês japas, fossem inteligentes! Disse Taylor baixinho, para que a professora não a ouvisse.
    — Nem todos são! — respondeu a mais próxima, parecendo terrivelmente apavorada.
   A aula de matemática parecia ainda mais torturadora, vista por três alunos, do que se a sala estivesse repleta deles. Alma não parou de falar, explicar, ou exigir respostas rápidas e corretas.   Taylor se sentiu grata, ao perceber que as outras duas alunas, pareciam tão perdidas e apavoradas quanto ela.
   Tudo caminhava de mal a pior, quando algo pareceu transformar a tortura acadêmica, em uma lembrança vaga e distante. Chris Beomont batia a porta.
    — Pois não? — perguntou a professora, mirando-o com seus óculos fundo de garrafa.
    — Eu terminei! — respondeu ele secamente.
   Taylor pôde sentir o êxtase invadir seu peito. Ele estava logo ao lado, e sua voz era tão incrível, quanto todo o resto.
    — Pode deixar comigo! — agradeceu a professora, apanhando algumas folhas.
   O garoto entrou pela sala, largando uma pequena papelada sobre a mesa de Alma.
    — Obrigado! — agradeceu friamente, enquanto observava Taylor pelo canto dos olhos.
   A garota se conteve o máximo que pôde.
   Chris já havia deixado a sala, há uns cinco minutos, quando Alma encerrou a matéria.
    — Vocês três estão ainda piores do que imaginava! — desdenhou de forma maldosa, olhando de relance para os trabalhos que as jovens haviam entregado.
    Taylor, que estava com a cabeça nas nuvens, recolheu a bolsa e partiu sem mais demora.   Sentia-se estranhamente anestesiada, avoada...
   As duas outras alunas se adiantaram para a escada que levava ao túnel subterrâneo. Taylor por sua vez seguiu em frente, e quando virou uma esquina, pôde sentir uma mão firme se fechar em volta de seu braço, e uma voz masculina sussurrar.
    — Precisamos conversar!



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