quinta-feira, 12 de abril de 2012

Taylor Collins
— Capítulo dois —

Feliz aniversário
Um dia após o funeral do empresário Rui Beomont, as mesmas pessoas que outrora torciam o nariz para o seu caixão, voltaram a se reunir, só que dessa vez em uma ocasião mais agradável: o aniversário de Taylor Collins Benaltt. Uma jovem socialite que comemorava seus dezessete anos com a festa mais badalada da cidade de Marcanso. A lista somava mais de trezentos convidados: celebridades, empresários, socialites, grandes magnatas e seus herdeiros.
   Taylor era o que se pode dizer de famosa. Filha de grandes celebridades dos anos noventa estava habituada a certos luxos e privilégios que seu sobrenome disputado lhe garantia, como: ser vestida por estilistas renomados, frequentar a alta sociedade e ser convidada para a semana de moda mais importante do mundo.
   Para o seu aniversário só as melhores flores, o melhor bufê da cidade e o serviço de garçons mais bem treinados, para nenhum convidado botar defeito.
   Taylor ou Taylor Collins, como todos costumavam chamá-la. Havia perdido pelo menos dois meses organizando o evento, checando cuidadosamente cada detalhe para a noite em que tudo deveria ser perfeito. Vestido, jóias, cabelo e maquiagem, até a meteorologia fora consultada para não haver imprevisto!
   Para os convidados mais velhos, duas das quatro salas que sua casa possuía, foram transformadas em um grande salão de festa, onde lustres de diferentes formas e tamanhos emanavam uma gostosa áurea dourada, sobre dezenas de mesas redondas, decoradas com arranjos coloridos, talheres de prata, e cristais. Já as outras duas salas, foram transformadas em um grande cassino de luxo, onde adolescentes mimados se esbaldavam com jogos de caça-níqueis, roleta, blackjack, e poker. Onde bebidas alcoólicas e a jogatina eram negligentemente liberadas.
    — Simplesmente deslumbrante, Taylor. Deslumbrante!
    — Taylor, querida! Mande lembranças minhas a sua mãe. Há anos que não a vejo...
    — Parabéns Taylor, sua festa está perfeita!
   A anfitriã circulou entre os convidados cumprimentando a todos como se cada um fosse extremamente importante. Mulheres elegantes, ao lado de homens vestidos com impecáveis ternos. Sempre ao seu lado, Monise, sua vizinha e melhor amiga desde a infância.
    — Muito obrigada senhor e senhora Latimer...
    — Minha mãe não pôde vir, mas assim que nos encontrarmos eu dou o recado a ela, Katharine...
    — Carol você veio! — suspirou alegre, deixando-se abraçar por uma jovem de longos cabelos negros e seios fartos.
    — Claro! Não achou mesmo que eu perderia o aniversário da minha única prima, não é?! — sorriu Carol. — Parabéns, prima, sua festa está incrível.
    — Está mesmo não está?! É, eu sei! — respondeu sem falsas modéstias.
    — Olha só para você! Está mesmo idêntica a sua mãe! — suspirou uma socialite de rosto roliço, e colar de brilhantes onde os diamantes tinham o tamanho de laranjas, levantando-se para cumprimentá-la.
    — É realmente muita gentileza da sua parte! — agradeceu Taylor, tentando transformar a expressão de aversão em um sorriso. Todos que a conheciam bem sabiam que Taylor simplesmente odiava ser comparada à mãe.
   Logo que cumprimentara todos os convidados; como a etiqueta mandava. Taylor escapou para a área onde o cassino fora montado. Seus pés latejavam dento do sapato apertado, e ela já estava visivelmente cansada de fazer a linha educada. Odiava tanta cerimônia.
    — Monise, que horas são? — perguntou contornando uma fileira de caça-níqueis e apanhando um drink da bandeja de uma garçonete vestida a caráter para o aniversário.
   O segundo salão poderia facilmente pertencer a um hotel de Las Vegas. Tudo fora recriado com perfeição, inclusive as fichas que poderiam ser trocadas por dinheiro.
   A amiga rapidamente vasculhou a bolsa de grife, a procura do celular.



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    — Quase nove horas! — respondeu jogando os longos cabelos castanhos para o lado. — Fique calma, Taylor. Sabe melhor do que ninguém, o quanto ele costuma se atrasar... Não se preocupe, logo, logo ele chagará.
   Taylor assentiu ainda que não quisesse dar o braço a torcer, desejando com todas as forças que a amiga tivesse certa. A taça de prosecco fora entornada garganta abaixo, e ela adentrou o salão rapidamente, passando entre duas roletas. Onde adolescentes bêbados torciam em voz alta.
    — Bola no número quinze! Afirmou o valete, assim que a roleta parou de girar e a bolinha branca parou em cima do número.
   “Ahhh!” Resmungou a plateia em coro. Segundos depois, o jogador fazia sua nova aposta, e todos voltaram a torcer.
   “Sete! Sete! Sete!”
   Taylor seguiu em frente sorrindo para fotos, e apanhando outra taça de prosecco — que fora entornada com a mesma velocidade da primeira. Pouco à frente estavam as mesas de poker. Onde os jogadores pareciam tensos, e incrivelmente suspeitos.
    — Monise, que horas são?
    — Consultei o relógio há cinco minutos, Taylor — respondeu bruscamente — aproveite a sua festa... Logo ele virá... Já disse que tenho certeza disso.
   Mas as horas passaram, e David, o namorado que Taylor tanto esperava não chegou.
    — Conseguiu falar com ele?
   Monise negou com a cabeça.
    — Não! O celular só chama... Lamento!
    — Tudo bem! — mentiu a aniversariante, mais para si própria do que para a amiga. — Tenho certeza que ele já deve estar a caminho, não é mesmo?!
    — É... eu... bom, é claro que sim! — Confirmou Monise insegura.
   Por segundos as duas se entreolharam, e então a amiga não soube como agir. Era nítido que não acreditava na presença do irmão. Sobretudo, parecia desconfortável em dizer a verdade, como se de alguma forma fosse responsável pelas atitudes que ele pudesse ter.
Taylor considerou seu desconforto como uma confissão de culpa. E desconfiada resolveu estreitar o cerco. Se Monise soubesse de alguma coisa, essa era a hora de dizer.
    — Monise! — começou de forma educada, mas ainda assim firme. — Você tem certeza que não sabe nada a respeito desse atraso?
   A resposta não fora imediata. Monise corou de leve, e quando tornou a falar evitou os olhos azuis da amiga.
    — Se eu sei de algo? Claro que não, Taylor. Se eu soubesse já teria lhe dito, não? Agora, deixa o David para lá, e vamos cumprimentar os nossos amigos... Eles estão logo ali na frente     — concluiu visivelmente aliviada, afastando-se rapidamente.
   A amiga deslizou pelo salão, adiantando-se para a segunda fileira de caça-níqueis, onde duas garotas pareciam se divertir zombando de um jovem. Esse visivelmente irritado.
   Taylor fitou por alguns segundos as costas da amiga, intrigada. Mas logo fora atrás dela, juntando-se ao grupo.
    — Pâmela! — rosnava o garoto de cabelos castanhos e rosto pálido. — Será que por um dia você não poderia, sei lá, agir como uma pessoa agradável, para variar?!
   Pâmela : uma jovem de traços bonitos, olhar blasé e cabelos cor de prata. Ria-se de forma maldosa.
    — Vou tentar Vincent! — suspirou contendo uma gargalhada. — Juro que vou tentar, o.k?!
   Os olhos de Vincent giraram nas orbitas e então ele se voltou para cumprimentar Monise com um beijo no rosto. Taylor que vinha pouco atrás interveio.
    — Vocês já estão brigando?! — censurou a aniversariante que conhecia bem o casal de amigos.
   Em geral Vincent, ou Vince como as garotas costumavam chamá-lo, era gentil, e bem humorado. Duas características que Pâmela — que era debochada e maldosa — não possuía. Fechando o grupo vinha Cintia Sacachi: uma jovem de traços orientais. Melhor amiga, e seguidora fiel de Pâmela.
    — Não estamos brigando! — respondeu Pâmela em sua própria defesa. — O Vincent aí, que é afetado demais... Não se pode falar nada, francamente!



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   Além de rica, Pâmela era filha do prefeito de Marcanso. O que lhe dava a sensação de poder fazer tudo o que lhe desse na telha.
   Vincent não retrucou. Sorriu brevemente para a aniversariante, cumprimentando-a com um beijo no rosto.
   — Não fique zangado Vince! — suspirou Taylor, próximo aos ouvidos do amigo. — Ela é mesmo terrível. Todos nós sabemos disso.
   Taylor, Monise, Pâmela, Vincent e Cintia faziam parte das cinco famílias que fundaram a cidade, há mais de quatrocentos anos. Estavam habituados a se encontrarem todos os dias. Seja no colégio, ou nos eventos sociais que eram obrigados a frequentar. Ainda que nem sempre simpatizassem uns com os outros, de alguma forma era preciso manter a boa conduta.
Não se passara nem um segundo, e Pâmela tornara a falar.
    — Eu só estava dizendo para o Vincent, parar de cerimônia e ir logo tirar uma foto com o Alex. Sabe, o modelo?!
   Ainda que a provocação não fosse para ela, Taylor pôde sentir o estômago afundar.
    — Ele está aqui? Alex Borsari?!
   Pâmela empinou o nariz indicando a esquerda do salão. E lá estava ele, cercado por uma dezena de garotas eufóricas, que pareciam decididas a levar um pedaço seu para casa.
   Alex era o modelo masculino mais bem colocado da atualidade. Jovem, bonito e atlético. Por onde passava, arrancava suspiros de todos os tipos de mulheres. Especialmente as mais jovens.
Rapidamente, Taylor se esquivou dos amigos distanciando-se do grupo com a desculpa de se servir de mais uma taça de prosecco. Porém já era tarde demais...
    — Taylor! Taylor! — gritou o modelo com o sorriso branco, se desvencilhando das fãs, que protestaram ofendidas.
    — Pensei que não conseguiria te encontrar! — suspirou afobado.
   Houve um segundo de indecisão: ignorar o garoto e seguir pelo salão como se não o tivesse ouvido; ou parar e despachá-lo de uma forma fria e sutil.
    — Alex querido! — suspirou ela, optando pela segunda opção.
Seu tom de voz fora alto, para todos ao redor pudessem a ouvir.
    — Você veio... É realmente uma honra... Imagino que sua agenda seja realmente complicada, não?!
   Ele a encarou nos olhos sem entender bem a formalidade. E quando os convidados próximos já não pareciam interessados em sua conversa, Taylor disse baixinho.
    — Não deveria ter vindo! — rosnou entre dentes, percebendo dois fotógrafos se prepararem para fotografá-los juntos.
   O estrago já havia sido feito.
   Alex deslizou a mão sobre a cintura da garota, fazendo pose para foto, e depois do flash que os cegara. Tornou a falar:
    — Você não retornou minhas ligações... Então eu resolvi aparecer de surpresa.
    — Eu sinto muito Alex! — atalhou Taylor com discrição. — Eu e o David nos acertamos... Então eu... eu...
   Um dos caça-níqueis próximo de onde o casal estava emitiu um som alto e irritante, luzes brancas e amarelas piscaram, e segundos depois, centenas de moedas escorregarem por uma superfície de metal.
   Uma jovem de cabelos vermelhos festejou alegre, enroscando o salto alto no longo vestido, repleto de brilho.
    — Olha só! — suspirou Taylor aliviada pela distração. — A Mia ganhou o prêmio... Bom, se não importa-se, vou parabenizá-la por isso.
   E rapidamente, se esquivou do modelo se misturando com a platéia que aplaudia Mia. Agora, com as bochechas tão vermelhas quanto à cor do cabelo.



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   Alex ficou para trás, perplexo.
   Por volta das dez da noite o cassino fora fechado, temporariamente, e os convidados, mais jovens, ocuparam os dois primeiros salões para o grande jantar que seria servido. Logo o som de conversas animadas encherão ambiente, enquanto os garçons se revezavam entre as mesas.
    — A idéia do cassino foi incrível, Taylor! — parabenizou Vincent, que se sentara com a família a uma mesa ao lado da sua. — Simplesmente incrível.
    — Obrigada Vince! — agradeceu a garota sorrindo brevemente. — Mas preciso admitir que a ideia não foi minha, e sim do David.
   E ao falar isso pôde sentir o coração pulsar apertado. O namorado ainda não havia chegado, tão pouco mandado qualquer notícia, ou ligado para se justificar. Por que estava tão atrasado? O que poderia ter lhe acontecido?
   Antes que Taylor pudesse encontrar algum motivo que justificasse o atraso, um distinto tilintar de faca atingiu a superfície delicada de uma taça de cristal, alertando a todos sobre o brinde, que estava prestes a ser feito. Por um instante, os olhares correram em todas as direções a procura de quem se prontificara. Logo perceberam que vinha da mesa onde o prefeito e sua família haviam se sentado — Pâmela mexia no celular com grande descaso.
   Murmúrios irromperam de todas as mesas, até o homem de cabelos platinados se levantar imponente, e o silêncio se fazer pelo salão.
   — Eu gostaria de fazer um brinde — começou o prefeito Hubert Estivem, com a grande desenvoltura que a carreira política lhe exigia.
   Nenhum convidado ousou interrompê-lo. Mesmo aqueles que já estavam alcoolizados demais para se concentrarem no jantar.
   Rapidamente, Taylor procurou em todas as direções do salão, torcendo para encontrar a silhueta do namorado, correndo apressado para sentar-se ao seu lado. Após ver que isso não aconteceria, abriu um grande sorriso tentando disfarçar o desconforto que sentia na boca do estômago. David não viria...
    — Prometo ser breve! — tornou a falar o homem. — Tão breve quanto o horário político obrigatório...
   Risos. E os olhares se revezarem dela, ao prefeito.
    — Naturalmente, se me permitirem, eu gostaria de fazer um brinde em nome de todos os que estão presentes... Parabenizando a nossa linda Taylor pelo seu aniversário! — Os olhos do prefeito caíram sobre a mesa onde a garota se sentara entre Monise e a prima de primeiro grau.
    — Taylor... Durantes esses dezessete anos, acompanhamos o seu crescimento, vimos você crescer, e se tornar essa mulher linda, e especial! — os olhos do homem circularam pelo salão.   — É realmente tão bonita quanto sua mãe, e se me permite uma observação: tão astuta e geniosa quanto o seu pai fora em vida.
   Pâmela desviou os olhos do aparelho celular, e encarou o nada, como se tivesse sido atingida por um raio.
    — Se Nilo ainda estivesse entre nós, tenho certeza que hoje estaria sentindo muito orgulho de você... E em nome de todos os presentes, em especial, em nome das cinco famílias que fundaram a cidade que vivemos, e até hoje se mantém unidas como uma única, eu gostaria de parabenizar Taylor Collins pelo seu décimo sétimo aniversário.
   E com isso Hubert ergueu a taça de cristal, desencadeando aplausos calorosos de todas as mesas, aplausos esses, que pareciam capazes de penetrar os tímpanos da garota que sorria abertamente.


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   Passava da meia noite quando os magnatas e suas esposas começaram a partir da festa, deixando seus filhos completamente embriagados para trás.
   Taylor, a essa altura, zonza pela quantidade de prosecco, decidiu deixar a festa e se isolar na varanda de seu quarto. Os cabelos dourados esvoaçando com a brisa da noite. O desapontamento visível no rosto.
   Taylor não entendia bem o que a deixara tão desapontada. Não era a primeira vez que David — com quem namorava desde os treze anos — falhara, e a deixara esperar por horas. Mas dessa vez fora diferente, algo em seu íntimo parecia despedaçado, como se de alguma forma, essa fora a pior coisa que ele poderia ter feito nos últimos quatro anos de namoro.
   A jovem debruçou-se sobre o parapeito da varanda. Deixando o olhar vagar pela noite, até cair sobre um grande lago esverdeado, que ladeava o jardim de sua propriedade. Taylor morava em um grande condomínio fechado: o Veríssimo Bulhões. Sua casa era um das mais antigas, construída as margens do lago, onde mais outras seis mansões o ladeavam. Inclusive a que pertencia à família de Monise.
   Girando, entre os dedos da mão direita, um colar de minúsculas pedras de diamante que reluzia a luz da lua.
    — Então você esta aí?! — irrompeu uma voz feminina, vinda de dentro do quarto. Taylor inclinou a cabeça para o lado, e assim pôde avistar Monise atravessar o quarto em sua direção.
    — Procurei você por toda parte! — acrescentou a amiga, aterrissando ao seu lado. — A Mia está quebrando a banca no blackjack. Acho melhor você expulsá-la antes que ela te deixe falida.
    Taylor riu.
    —... Eu precisava tomar um ar, sabe! Sair um pouco do centro das atenções.
    — Entendo! — os olhos da amiga, então caíram sobre o colar. — Taylor, que lindo!
   Por um instante, a aniversariante tentou responder, sem demonstrar o desapontamento.
    — É lindo, não é?! Eu mesma escolhi!
    — Foi um presente?
   Ela assentiu.
   — Presente do David!
   Houve um segundo de desconforto para Monise, que conhecia a aniversariante, melhor do que ninguém.
    — Já entendi o motivo do isolamento, não precisa falar mais nada! Ele não vem, não é?!
    —... Provavelmente não! Já desisti de ligar...
    — Que cretino idiota! Deixa comigo, eu mesma vou acabar com a raça dele quando...
    — Não, tudo bem! — adiantou-se rapidamente, tentando encerrar o assunto. — Eu acho melhor você não tomar partido...
   — Mas Taylor! — protestou a jovem. — Você é minha melhor amiga...
   — E ele é o seu irmão... Então vamos simplesmente esquecer isso o.k?! Tenho certeza que a essa altura os convidados que restaram já devem estar caindo de bêbados, e teremos historia para comentar o resto da semana...
   Monise assentiu desconfortável, mas ainda sim sorriu. Indicando com a cabeça para voltarem à festa.
   Taylor já estava deixando a sacada quando pôde ver os olhos da amiga se arregalar, e seu semblante se tornar pálido como uma folha de papel.
    — Só pode ser brincadeira! — suspirou Monise, ausente, voltando-se para a direção do lago.
Taylor voltou-se para trás, sem entender o que estava acontecendo. Exatamente do lado aposto do lago, havia uma grande mansão, onde uma única luz acessa se destacava.
    — Aconteceu alguma coisa Monise?
   Não houve resposta. A amiga parecia aterrorizada demais para formular palavras.
    — Monise, eu perguntei se aconteceu alguma coisa?
   E antes que ela respondesse, Taylor pôde entender.
    — Aquela luz? — suspirou apreensiva. — Aquela luz, pertence ao quarto...
    — Do Chris! — respondeu Monise assustada, e seus olhos brilharam cheios de lágrimas. — É o quarto dele! Ele não pode ter voltado Taylor! Não pode ser verdade!
    Taylor deslizou a mão direita sobre o ombro da amiga. E por longos segundos não soube como acalmá-la. Chris Beomont: o assassino que deixara a cidade chocada há anos, estava de volta, e não havia nada que pudessem fazer...



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